segunda-feira, 5 de abril de 2010

Valor perdido


Camila subiu as escadas correndo. Bateu a porta do quarto. Arrumou sua mochila e foi para a escola, muito chateada com os pais. Ela queria muito viajar com os amigos no próximo final de semana. Quanta queixa sentia dos seus pais! Por que a prendiam tanto? Por que a impediam de aproveitar as oportunidades de se divertir? Não os suportava dizendo-lhe “não”. Como poderia amá-los se a contrariavam tanto?
Com essas reflexões em mente, prosseguia no caminho para a escola. Avistou aquela garota que encontrava todos os dias com uma flor nas mãos. Ela parecia feliz, assim como em todas as manhãs. Estava sempre com uma rosa e um brilho nos olhos, seguindo um caminho oposto ao seu. Um dia, Camila resolveu descobrir o motivo e o destino de tanta felicidade. Discretamente, seguiu-a.
Chegaram ao cemitério municipal. A garota dirigiu-se a um túmulo duplo, talvez o mais humilde do local. Colocou a flor junto às demais, sorriu e disse:
- Nada vai separar-me do amor de vocês. Obrigada por tudo!
Eram os pais daquela garota! Camila tomou seu caminho de volta, sentindo um misto de tristeza e de gratidão.
"Serena"

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